domingo, 31 de outubro de 2010
VOTAR É MUITO BOM
Sabe por que votar é bom? Porque vc volta ao passado. Se vc não alterou o seu local de votar, vc vota onde vc viveu sua adolescência, exatamente quando vc começou a votar.
Meu caso, apesar de flamenguista, passei minha adolescência no clube do Fluminense. No momento que fui entrando no clube para cumprir com minhas obrigações de cidadão, fui voltando mais ou menos aos meus 15 anos, me vi pequeno atravessando os corredores da parte do tênis, me lembrei da saída da piscina quando corria meio que escorregando no piso molhado e com o gosto do cloro escorrendo pela testa. Do drible dado numa pelada qualquer, lembrei-me de Ivan, um amigo que talvez não tenha notícias dele a mais de 30 anos, incrível como pude lembrar de alguém que somente jogava pelada comigo de vez em quando.
Que gostoso o abraço do meu pai coruja, depois que fiz um golaço no campeonato mirim de futebol de salão. Meu pai... meu pai já velhinho, mas que logo estaria lá votando também e muito provavelmente lembrando-se dos seus velhos tempos.
Parei numa marquise meio alta onde dava para observar vários pontos do clube e deixei minha imaginação seguir o caminho que quisesse e logo me vi junto com mais uns 10 colegas completamente fora do juízo normal subindo nas escadarias da plataforma de 10 metros da piscina de saltos ornamentais. Cara! Que maluquice. Meio que empurrando uns aos outros nos jogamos na piscina sem pensar em nenhum tipo de conseqüências, como se nada pudesse dar errado, era o máximo.
Percebi a janela onde uma vez fiquei vendo o Cristo Redentor abraçado a Claudia, uma namoradinha da época do sorvete dançante. De lá fomos para a arquibancada do campo de futebol, deitei-a e ficamos nos beijando, foi o máximo, um momento literalmente inesquecível, mas, depois veio o pior, sua irmã me deu um esporro, me proibindo de levar Claudia em lugares escondidos para me aproveitar dela. kkkkkkkk
Voltei então a caminhar na direção da saída, e vi as quadras onde eu ficava na “de fora” esperando ser minha vez de jogar a pelada. Passei por um corredor comprido, ali percebi uma mãe e filha vindo na direção contrária, sei que conhecia, a mãe é claro, mas não lembrava se era do clube, do colégio Franco Brasileiro que não era longe d’ali, talvez uma paquera ou uma “ficante” de alguma festa da adolescência. Muito engraçado olhar para a filha e saber que conhecia a mãe, pois eu lembrava da mãe, mas com a idade da filha. Cheguei a conclusão que já tinha dado uns beijos naquela mulher. Hahahahaha
Resolvi parar e sentei nuns bancos perto das quadras de tênis e fiquei vendo um ponto lá no alto onde o pessoal se escondia para fumar um cigarro, era cigarro mesmo, o maior delito da nossa época de adolescente.
Nesta hora ouço um senhor falar ao celular. “Vai ser até bom perder as eleições agora, se ganhássemos pegaríamos um governo todo arrebentado, deixa a vagabunda ganhar, ela vai acabar com tudo de vez e dentro de 4 anos voltaremos com força total”. Naquele instante meio que voltei ao presente. Creio que não foi uma boa idéia a parada perto das quadras de tênis, logo depois dois amigos passam conversando de modo agressivo. “Não se preocupe esta eleição é nossa, estamos garantido por mais 4 anos”. Logo em seguida o cara do celular volta a primeiro plano e diz, “Meu único medo é que este lugar se transforme em uma nova Venezuela com “nosso Chaves””. Resolvi sair dali, só que em seguida tocou meu celular, atendi e Juliana uma funcionária do meu albergue diz:
- Joriam, estamos com um problema, deu over booking no quarto 1 do albergue.
È..., era hora de parar de sonhar infelizmente era hora de voltar a realidade.
Mas que foi bom votar isto foi.
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